sábado, 21 de dezembro de 2013

O cinema no mundo...

Não existe uma altura certa, uma data específica que identifique como tendo sido naquele dia que a arte do cinema nasceu para o mundo.
Contudo são muitos os momentos que podem ter sido fulcrais para o desenvolvimento desta área. Um deles remete para o dia 28 de Dezembro de 1895, onde os Irmãos Luminère apresentaram em público, no Salão Grand Café em Paris, aquilo que lhe chamariam Cinematógrafo e que iria marcar o nascimento da indústria do cinema. Pouco a pouco nascia uma nova arte que iria conquistar o mundo e tornar-se numa indústria multibilionária. Nasceu assim a que por muitos é considerada a sétima arte.
Cinema é definido como a “arte de compor e realizar filmes destinados a serem projeções cinematográficas” ("cinema", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/cinema.)
Consiste então num conjunto de invenções que vão desde do domínio fotográfico à síntese do movimento. No início, os filmes eram praticamente silenciosos, mas com o avançar da tecnologia podemos observar é que desde do início até aos dias de hoje a evolução desta arte tem sido incrível.
Falemos então daquela que é a zona do planeta onde se concentra a maior parte das empresas do ramo cinematográfico, estamos referirmo-nos com tal a Hollywood.
Inicialmente eram países como a França e a Itália que dominavam na arte do cinema, mas com a primeira guerra mundial, a indústria cinematográfica europeia ficou arrasada dando assim oportunidade aos Estados Unidos da América para se afirmarem no mercado. E assim foi. Griffith, diretor de cinema estaduniense, numa viagem à Califórnia descobriu uma vila ideal para a filmagens, essa vila tinha o nome de Hollywood. Foi assim que inúmeros produtores independentes se deslocaram de Nova Iorque para a costa oeste. Nasceu assim o centro da indústria cinematográfica do planeta.
Ao longo dos anos seguintes foram fundados aqueles que agora são três dos mais importantes estúdios de cinema, Fox (20th Century Fox, atualmente), Universal, Paramount.
Deixemos agora de parte a indústria cinematográfica norte-americana e percorrendo o mundo, encontramos outras de renome internacional. Podemos falar então de Bollywood ou, mais discreta mas também relevante, Nollywood.
Bollywood é a indústria cinematográfica de língua hindi e é maior indústria de cinema indiana.
O nome surge da fusão de Bombaim (antigo nome dado a cidade de Mumbai e onde esta indústria se encontra sediada) com Hollywood (aqui podemos ver a influência que a indústria cinematográfica norte-americana têm no resto do cinema mundial).
Foi só a partir de 2000 que o seu grau de popularidade no mundo aumentou drasticamente e com isso houve avanços no que diz respeito à qualidade técnica dos filmes.
Os filmes de Bollywood, bem como os restantes filmes indianos, são na sua maioria musicais. Quando falamos em Bollywood, nós associamos muito aos filmes a dança indiana. Todos eles são uma junção de música, dança, comédia, romance, ação daí serem designados de masala. O termo na realidade é ligado a culinária indiana e significa mistura de especiarias. Mas neste acaso, é feito uma analogia, pois os filmes realizados em Bollywood são uma misturam diferentes aspetos.
No que diz respeito a Nollywood, esta tem vindo a apresentar um enorme crescimento nos últimos anos devido às suas características únicas. Nollywood foi o nome dado ao cinema da Nigéria.
É uma indústria onde todas as suas produções são feitas em vídeo. Grande parte dos filmes produzidos não tem uma distribuição oficial, são raras as salas de cinema existentes no país. Aposta-se então na venda ao público. Em média uma produção de Nollywood têm duração de 10 dias.
O que elevou esta indústria no mercado cinematográfico centra-se, fundamentalmente, na temática dos filmes e por estes se relacionarem diretamente com o público local. São abordadas as preocupações da população em geral, os conflitos, as realidades que estão presentes diariamente nas suas vidas, bem como, procuram ir ao encontro do próprio imaginário do público-alvo.
É então uma indústria que ainda se encontra em fase de crescimento, contudo é uma indústria da qual não a há muita informação a nível estatístico.

Assim sendo, no mundo não há só Hollywood, há outro tipo de cinema necessário ser visto.  Mas no fundo todos eles são idênticos, todos eles procuram contar uma história, por mais real ou imaginária que ela possa ser.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mutilação Genital Feminina


A Mutilação Genital Feminina consiste na remoção parcial ou total da genitália externa da mulher. Esta prática ainda está presente em diversas culturas e geralmente é realizada quando as vítimas são ainda crianças, por vontade da família e do grupo social onde vivem ou de onde são originários (no caso das famílias imigrantes).
A mutilação pode ser realizada de diversas maneiras, como o corte apenas do clítoris e o corte completo dos lábios vaginais com a costura quase completa da cavidade vaginal, deixando apenas um espaço mínimo para a passagem da urina e do fluxo menstrual.
São diversas as razões que motivam a persistência da mutilação genital. Dentre elas, podem ser destacadas razões sociais, estéticas (o órgão genital é considerado feio e impuro antes da mutilação), religiosas, sexuais (limita o desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher) e económicas (as pessoas que executam este ritual auferem rendimentos que garantem o seu sustento).
Em regra a prática da mutilação feminina ocorre durante festividades culturais e não leva em conta cuidados de higiene, sendo efectivada com lâminas ou outros instrumentos não esterilizados. Por este motivo e tendo conta a região sensível do corpo da mulher que é afectada, é comum que a prática da mutilação cause às vítimas dor excessiva, sangramento, infecções nos órgãos reprodutores internos e externos e também no sistema urinário, dificuldades na eliminação da urina, fezes e fluxo menstrual, complicações nos partos, dificuldades e dor nas relações sexuais, para além de consequências psicológicas (depressão, medo de ter relações sexuais e de ter filhos, dentre outras).
Em Portugal a mutilação genital feminina é crime, enquadrando-se nas ofensas à integridade física grave (conforme artigo 144º do Código Penal), cuja pena aplicável é de prisão de dois a dez anos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

CNAI de Lisboa


Na passada semana foi-nos dada a oportunidade de conhecer O Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI), de Lisboa.
Estes centros foram criados em 2004, para dar resposta a algumas das dificuldades sentidas pelos imigrantes no seu processo de integração em Portugal.
Problemas como as diferenças culturais, as diferenças na organização da sociedade, as diferenças no sistema legislativo, a quantidade de serviços diferentes aos quais os imigrantes tinham de recorrer, levaram o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (o ACIDI), a criar um centro que reunisse, num só espaço, diferentes serviços, diferentes instituições e gabinetes de apoio ao imigrante, ou seja, um espaço pensado especialmente para o imigrante.
Este projeto já teve as suas glórias, sendo distinguido em 2005 com o primeiro lugar do Prémio Boas práticas no setor público, na categoria de atendimento a clientes. O mesmo não é de estranhar, pois tivemos a informação que por cerca de 600 atendimentos que esta organização realiza por dia, apenas apresenta 12 reclamações por ano.

Parabéns CNAI!

Filme: River Queen - Dois Mundos em Guerra


River Queen – Dois Mundos em Guerra, é um filme do ano de 2005, mas que continua atual devido à sua abordagem. É considerado um drama histórico que retrata a colonização britânica da Nova Zelândia.
Este filme aborda, pormenorizadamente, os britânicos que mantinham postos militares avançados, e a cada momento de invasão do território enfrentavam a forte reação das tribos Maori, uma tribo cheia de tradições e com ideais bem definidos. Esta história é então caracterizada pelo desespero dos Maori para preservar a sua forma de vida e os seus costumes.
No meio dessa tragédia, a filha de um cirurgião britânico militar na Nova Zelândia apaixona-se por um nativo. O fruto da relação é o nascimento de uma criança mestiça, que acaba por perder o pai numa guerra entre a tribo e as tropas militares. Mais tarde, esta criança é raptada pelo avô Maori, passando a morar na tribo e a adotar todas as suas tradições.
Conhecedora de medicina, de uma hora para outra, Sara é chamada e obrigada a cuidar do grande chefe Maori, que havia sido infetado pelo vírus da gripe. Lá, reencontra o filho. Este, entretanto, está completamente integrado na cultura Maori, recusando-se a voltar.

O que achas que acontecerá? Atreve-te a descobrir :)

[ Este filme é um exemplo de que a raça e as diferenças culturais são apenas um pormenor mínimo no meio de coisas tão grandes, e uma prova de que o destino acabou por juntar duas pessoas que se odiavam, mas que necessitavam uma da outra, pondo de lado todas as diferenças multiculturais e crenças. ]

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Filme - "O tempo dos ciganos" - Emir Kusturica

Este filme conta a história de um menino filho de um soldado e de mãe cigana, Perhan é criado pela avó materna com a sua irmã doente, o tio mulherengo e o peru que ele adoptou. O seu desejo é casar-se com a sua paixão de infância, mas a mãe da jovem opõe-se determinantemente. Perhan não tem outra solução senão ganhar bastante dinheiro, na esperança de poder conseguir a mão da jovem... mas como?
Vê para saberes como foi.

Filme - "El Extranjero Loco" - Gadjo dilo (Tony Gatlif)


Para um bocadinho para veres, olha que vai valer a pena. 
Este filme conta a história de um músico francês, Stéphane, que anda pela Roménia à procura de uma cantora cigana, que apenas conhece pela voz, graças a umas cassetes que o seu pai ouvia obsessivamente antes de morrer. Chega a uma aldeia cigana e tenta falar com um velho. Stéphane não sabia falar a língua dele nem conseguia ser entendido. A verdade é que mesmo sem ser entendido houve um velho que acabou por o hospedar em sua casa. No meio deste ambiente todo passado algum tempo Stéphane "mergulha no universo" cigano que desconhecia em absoluto. É então que Stéphane conhece Sabina, uma cigana que viveu na Bélgica e que começa a desconfiar do "estrangeiro louco".

O risco de uma história única

http://www.ted.com/talks/lang/pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html?~

Esta conferência é um excelente exemplo dos riscos de uma história única. O que é isto de história única? a histórica única é um conjunto de ideias preconcebidas à cerca de alguma coisa. A pessoas julga um país, uma pessoa pelo que vê através dos mass media  por exemplo, sem se importar em conhecer aquela realidade, a realidade daquele país, e é o que muito acontece todos nós comentamos que África é um continente muito pobre, e sim, pode ser verdade, mas também é um continente onde pessoas, tal como esta escritora, tem estudos, importam-se com que acontece em todo o mundo e querem fazer alguma coisa para tornar este mundo melhor. Enquanto existirem estes preconceitos vai sempre haver pessoas, como a tal colega de quarto, que ficam super espantadas quando vêem pessoas de cor de "chocolate" a falar inglês, ou a utilizar um fogão. Há que mudar este pensamento e em vez de fazermos uma história única porque não fazer uma história dupla? A tal história feita preconcebida através dos mass media e outra resultado de uma pesquisa feita com, paço a expressão " cabeça, corpo e membros".

Aqui fica a dica, vejam esta conferência e dediquem um pouco do vosso tempo a investigar e a cultivarem-se culturalmente...